Maranhão ocupa 2º lugar do Nordeste e 6º do Brasil que vai evoluiu em Capital Humano, aponta Centro de Liderança Pública (CLP)

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O Maranhão se destacou entre os estados do Brasil que mais avançou no pilar de Capital Humano nos últimos três anos, segundo o Centro de Liderança Pública (CLP), ocupando o 6º lugar no ranking nacional e o 2º na Região Nordeste. O recorte (2023 a 2025) considera a evolução dos estados em relação a eles mesmos, indicando onde houve maior avanço nos indicadores do pilar. Este resultado é reflexo das ações que vem sendo desenvolvidas pelo Governo do Estado.

O resultado apresentado pelo CLP avalia o desempenho das 27 unidades da federação (UF) com base em indicadores estruturados de políticas públicas e eficiência administrativa.

O pilar Capital Humano, do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo CLP considera variáveis como custo de mão de obra, PEA com ensino superior, produtividade do trabalho, qualificação dos trabalhadores, formalidade do mercado de trabalho, inserção econômica, inserção econômica dos jovens, desocupação de longo prazo, subocupação por insuficiência de horas trabalhadas.

No ranking nacional o Maranhão ocupa a 6ª colocação, atrás de Mato Grosso (1º), Bahia (2º), Rio de Janeiro (3º), Amapá (4º) e Amazonas (5º). Quando analisada apenas a Região Nordeste, o Maranhão passa para a 2ª colocação atrás da Bahia e à frente a Paraíba. Os três estados também são os únicos do Nordeste a estarem no top 10 do ranking nacional.

Número de empregos formais segue em alta no Maranhão, segundo o Imesc (Foto: divulgação)

Formalidade do mercado de trabalho

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram o resultado positivo do indicador Formalidade do Mercado de Trabalho, que integra o pilar Capital Humano.

Segundo o presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), Dionantan Carvalho, em termos históricos, os indicadores recentes sinalizam um cenário mais favorável para o mercado de trabalho maranhense. “O desemprego encontra-se em um dos menores níveis já observados para o período, enquanto a ocupação e a formalização apresentam trajetória de crescimento gradual, indicando melhora das condições do mercado de trabalho no estado”, ressaltou.

A PNAD Contínua aponta que a taxa de formalização do trabalho no estado atingiu 42,4% no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 0,7 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse cenário também é corroborado pelos dados do Novo Caged, que acompanha mensalmente o mercado formal sob o regime CLT. No primeiro trimestre de 2026, o Maranhão registrou saldo positivo de 6.632 mil empregos formais, resultado de 75.562 mil admissões e 68.930 desligamentos. Com esse desempenho, o estado apresentou a terceira maior geração líquida de vagas formais do Nordeste no período analisado.

Inserção econômica

O aumento do número de empregos formais no estado é reflexo de diversas políticas executadas pelo Governo do Maranhão que tem mantido uma forte política de atração e manutenção de negócios, fechando 2025 liderando o PIB do Nordeste e registrando forte expansão nos indicadores econômicos, impulsionado por programas de incentivo como o Trabalho Jovem, o que contribuiu para resultados positivos de indicadores como a Inserção Econômica e Inserção Econômica dos Jovens, que também integram o pilar Capital Humano.

O Programa Trabalho Jovem é uma iniciativa do Governo do Maranhão que visa criar oportunidades de estágio, trabalho e renda para jovens maranhenses com idades entre 17 e 25 anos, que estejam cursando o ensino médio, técnico, superior, EJA e/ou educação especial. A Secretaria de Estado de Indústria e Comércio (Seinc) coordena o Eixo Estágio Social do programa.

Segundo a Seinc, desde sua implantação 4 mil jovens já foram encaminhados para estágios empresas maranhenses e outros 2 mil em órgãos públicos estaduais em 155 cidades maranhenses.

Como enfatiza o secretário do Estado de Indústria e Comércio Júnior Marreca, o compromisso do Governo do Maranhão é com a geração de empregos, com a criação de políticas públicas que dê oportunidade para a população. “As parcerias dos últimos anos sempre foram com o propósito de atrair investimento, qualificar a mão de obra e incentivar setores que movimentam a economia maranhense. A orientação do governador Carlos Brandão é muito clara em relação a isso: governar é criar oportunidades. Nesse sentido, nossos esforços são direcionados para que os cidadãos maranhenses ocupem postos de trabalho dignos”, destacou.

A capacitação profissional é uma das ações do Governo do Maranhão (Foto: divulgação)

Qualificação dos trabalhadores

Outro indicador do pilar Capital Humano no qual o Maranhão tem avançado, segundo o CLP, é o de Qualificação dos Trabalhadores. Neste sentido, diversas iniciativas têm sido executadas por meio da Secretaria de Estado do Trabalho e Economia Solidária (Setres).

Entre as ações executadas pela Setres está o Projeto Superação, iniciativa presente em mais de 30 municípios que este ano deve contemplar 700 jovens com formação complementar para ingresso no mercado de trabalho de forma digna, por meio do Programa Jovem Aprendiz. O público prioritário é de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, em especial, aqueles em cumprimento de medidas socioeducativas e egressos do trabalho infantil.

Já o Residência Profissional oportuniza a recém-formados das engenharias e ciências sociais a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho. Lançada em 2025, a iniciativa contemplou 60 residentes distribuídos em 16 empresas. Em 2026, mais 50 vagas foram abertas.

O Qualificação Mais Trabalho é um programa voltado para ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho no Maranhão. A iniciativa oferece cursos de qualificação profissional alinhados às demandas reais do mercado, combinando formação teórica com prática. O objetivo é preparar trabalhadores, especialmente jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade, para ocuparem vagas formais ou desenvolverem atividades de geração de renda, fortalecendo a empregabilidade e a inclusão produtiva no estado. A meta é qualificar cerca de 800 trabalhadores e já foram qualificados 520.

Programa Trabalho Jovem tem garantido a inserção de recém-formados no mercado de trabalho (Foto: divulgação)