Participar da Copa do Mundo pode impulsionar a economia de um país?

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Aparentemente, entrar na lista das seleções competindo pelo Mundial tem mais vantagens do que apenas levar a taça para casa. Um exemplo disso é o país que com certeza você ouviu falar: Cabo Verde.

A estreia histórica da seleção nesta Copa já está transformando o arquipélago em um destino de busca. Para se ter uma ideia, o termo “Cape Verde vacation” disparou mais de 5.000% no Google Trends.

Esse efeito acontece também entre jogadores. O goleiro Vozinha, do Cabo Verde, saltou de 50 mil para mais de 26 milhões de seguidores no Instagram durante a Copa do Mundo — virando o goleiro mais seguido do planeta.

O mesmo fenômeno aconteceu em 2018 com a Croácia. Após ser vice-campeão, o país viu sua receita de turismo saltar em US$ 1 bilhão no ano seguinte. A classificação do Marrocos na semifinal, em 2022, também fez sua receita turística disparar 34%, atingindo US$ 10 bilhões.

O que está por trás disso? Especialistas chamam esse ciclo de “efeito vitrine”. A cobertura internacional gratuita gerada pelo desempenho em campo funciona como uma campanha de marketing turístico para os países que estão competindo.

Nem o Brasil ficou de fora… Após 6 anos sem a rota, o país voltou a ter voos diretos para Cabo Verde. Espanha e Itália também adotaram rotas para o arquipélago.