
A Academia Maranhense de Letras (AML) celebra, no próximo dia 10 de agosto (segunda-feira), seus 118 anos de fundação com uma programação especial que reunirá literatura, memória, cinema, música e reconhecimento ao incentivo à leitura. A sessão solene comemorativa será realizada às 18h, no Salão Nobre da instituição, localizado na Rua da Paz, nº 84, Centro de São Luís, aberta à comunidade.
Fundada em 10 de agosto de 1908, a Academia Maranhense de Letras é uma das mais tradicionais instituições culturais do país e tem desempenhado papel fundamental na preservação, valorização e difusão da produção literária maranhense. Ao longo de mais de um século, a AML consolidou-se como espaço de promoção da cultura, da pesquisa, da memória e da reflexão sobre a literatura produzida no Maranhão, reunindo intelectuais que contribuíram decisivamente para a formação do patrimônio cultural do estado.
A programação comemorativa será marcada pelo lançamento de cinco obras integrantes do Plano Editorial 2025/2026 da Academia Maranhense de Letras. Serão apresentados os livros “Grades e azulejos”, de Maria da Conceição Neves Aboud; “Apetrechos de amor”, de Ribamar Galiza; “A última viagem de Gonçalves Dias e outros contos”, de José Ewerton Neto; “Aluísio Azevedo Gótico”, seleta organizada por Lourival Serejo; além da nova edição de “Úrsula”, de Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista negra do Brasil e uma das vozes mais importantes da literatura nacional.
Outro momento de destaque será a exibição de um filme dedicado aos patronos da Academia Maranhense de Letras, reforçando o compromisso da instituição com a preservação da memória de escritores que ajudaram a construir a identidade literária maranhense. O filme é uma produção do Museu da Memória Audiovisual do Maranhão (Mavam), com direção do acadêmico Joaquim Haickel e criação do escritor Kissyan Castro.
Pela primeira vez em sua história, a Academia instituirá uma homenagem ao protagonismo maranhense na leitura, iniciativa criada para reconhecer pessoas que se destacam pela formação de leitores e pela valorização do livro como instrumento de transformação social. Nesta edição inaugural, os homenageados serão o estudante Daniel Oliveira Santos, de 11 anos, cuja dedicação à leitura tem chamado a atenção de educadores e acadêmicos, e a professora Rúbia Oliveira, reconhecida pelo trabalho desenvolvido na promoção da leitura e da formação de leitores.
A celebração será encerrada com um recital de poemas de autoria de acadêmicos da Academia Maranhense de Letras, seguido por uma apresentação de música instrumental, reunindo literatura e arte em uma homenagem à tradição cultural do Maranhão.
Para o presidente da AML, Lourival Serejo, a programação reafirma o compromisso da instituição com a preservação da memória e com a valorização da produção intelectual do estado. “Nosso propósito é manter viva a memória da literatura maranhense; a história do Maranhão é contada, em parte, através da história da Academia Maranhense de Letras.”



