AML e Vara de Interesses Difusos realizam ação ambiental em escola da Ilhinha

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Em parceria com a Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, a Academia Maranhense de Letras distribuiu livros e conversou com estudantes sobre mudanças climáticas, preservação da natureza e responsabilidade ambiental.

No dia em que completou 118 anos de fundação, a Academia Maranhense de Letras (AML) levou parte de sua programação para além dos salões da instituição. Na manhã desta segunda-feira (10), a Academia realizou uma ação educativa na Unidade Escolar João Pereira Martins, no bairro da Ilhinha, em São Luís, unindo literatura, educação e conscientização ambiental.

A iniciativa foi realizada em parceria com a Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís e contou com a participação do presidente da AML, Lourival Serejo, do vice-presidente, Félix Alberto Lima, e do titular da Vara, juiz Douglas de Melo Martins. Durante a visita à escola municipal, eles conversaram com os estudantes sobre a importância da preservação dos recursos naturais e os desafios impostos pelas mudanças climáticas.


Como parte da atividade, os alunos receberam exemplares do livro “A praia em agonia”, da escritora, educadora e advogada
Dehlia. A obra serviu como ponto de aproximação entre literatura e consciência ambiental, reforçando a proposta de utilizar os livros também como instrumentos de formação cidadã.

Lourival Serejo destacou o papel fundamental da educação na construção de uma sociedade mais consciente em relação às questões ambientais. Para o presidente da AML, estimular desde cedo a reflexão sobre a preservação da natureza é uma forma de contribuir para mudanças de comportamento e para a formação de cidadãos comprometidos com o futuro do planeta.

A conversa ganhou a participação ativa dos estudantes, que relacionaram o tema à realidade vivenciada por comunidades de São Luís. Eles citaram, entre outros problemas, os transtornos enfrentados por famílias que vivem em áreas de palafitas e em ruas sujeitas a alagamentos. Também lembraram desastres ambientais registrados em outras regiões do Brasil e do mundo, como enchentes, queimadas e tornados.

O juiz Douglas de Melo Martins explicou aos alunos aspectos relacionados às causas das mudanças climáticas e do aquecimento global, chamando a atenção para a responsabilidade coletiva diante da preservação ambiental. Ele ressaltou que grandes problemas ambientais também estão associados a atitudes cotidianas e que ações como dar destinação adequada ao lixo e manter praias, rios e outros espaços naturais limpos ajudam a reduzir impactos sobre o meio ambiente.

A atividade na Ilhinha marca também o início de um trabalho conjunto entre a Academia Maranhense de Letras e a Vara de Interesses Difusos e Coletivos. A proposta é ampliar a iniciativa e levar a escolas e associações comunitárias de São Luís livros, palestras e outras ações educativas voltadas para questões ambientais.

A parceria aproxima duas áreas que, embora atuem por caminhos distintos, convergem na formação da cidadania: a literatura e a defesa dos interesses coletivos. Por meio dos livros e do diálogo com as comunidades, a iniciativa pretende estimular principalmente crianças e jovens a compreenderem que a preservação ambiental começa também no lugar onde vivem.

Ao escolher uma escola pública para realizar a ação justamente no dia em que celebrou seus 118 anos de fundação, a Academia Maranhense de Letras reforçou o caráter educativo e social de sua atuação. Mais do que celebrar sua trajetória, a instituição levou literatura para perto dos estudantes e associou o livro a uma das discussões mais urgentes da atualidade: a responsabilidade de cada geração com a preservação do planeta.