Campanha Julho Amarelo reforça importância da prevenção, vacinação e diagnóstico precoce das hepatites virais

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O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), dá início, nesta quarta-feira (8), à Campanha Julho Amarelo 2026, de prevenção, vacinação e diagnóstico precoce contra as Hepatites Virais B e C no Maranhão. A iniciativa integra a Campanha Nacional de enfrentamento às Hepatites Virais e marca o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado no dia 28 de julho.

 No estado, a mobilização está sendo executada de forma conjunta entre a SES e os 217 municípios. O objetivo é ampliar o acesso à informação, estimular a realização de testes rápidos e reforçar a importância do tratamento oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir os casos de hepatites virais. Por isso, estamos mobilizando toda a rede estadual de saúde, em parceria com os municípios, para ampliar o acesso à vacinação, à testagem e ao tratamento, fortalecendo o cuidado e a proteção da população maranhense”, disse a secretária de Estado da Saúde, Liliane Neves Carvalho”, disse a secretária de Estado da Saúde, Liliane Neves Falcão.

A campanha alcançará os 217 municípios maranhenses, com ênfase nos 33 municípios prioritários das Políticas de IST/Aids e Hepatites Virais. De acordo com dados da SES, em 2025 foram registrados 401 casos de Hepatite B e 215 de Hepatite C. Neste ano de 2026, o Maranhão já registrou 112 casos de Hepatite B e 62 de Hepatite C.

No Maranhão, a SES mantém ações permanentes de enfrentamento às hepatites virais, com distribuição de testes rápidos, preservativos e gel lubrificante aos municípios, qualificação dos serviços especializados, ampliação do acesso ao tratamento e desenvolvimento de atividades educativas voltadas à população.

“Intensificaremos as ações de conscientização, com destaque para as duas últimas semanas. Em parceria com os municípios maranhenses, fortalecemos a divulgação de informações contra as doenças, reforçando o compromisso com a eliminação da transmissão vertical da hepatite B e com a meta de eliminação da hepatite C até 2030”, destacou a chefe da Coordenação de Atenção às IST/AIDS e Hepatites Virais da SES, Jocélia Frazão de Matos.

As ações também contribuem para a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que pretende eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030. A recomendação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para atualizar a vacinação, realizar a testagem e buscar orientação sempre que houver suspeita de infecção.

Como parte da campanha, a SES destaca a importância da vacinação contra as hepatites A e B, disponível gratuitamente na rede pública de saúde, além da adoção de medidas preventivas, como o uso de preservativos e a realização periódica de testes rápidos, especialmente entre pessoas com maior risco de exposição.

Na Rede Estadual de Saúde a unidade que oferta atendimento para as Hepatites virais é a Policlínica Diamante, situada em São Luís. Na Rede Municipal, a população pode encontrar atendimento nos Serviços de Ambulatório Especializado  (SAE) de São Luís, Balsas, Barra do Corda, Pedreiras, Caxias, Imperatriz, Bacabal, Codó, Santa Inês, Colinas, Coroatá, Grajaú, Timon e Pinheiro.

As Hepatites Virais

As hepatites virais estão entre as doenças que mais preocupam a saúde pública por evoluírem, muitas vezes, de forma silenciosa. No Brasil, os tipos mais frequentes são as hepatites A, B e C. As hepatites B e C podem não apresentar sintomas por muitos anos, o que dificulta o diagnóstico e aumenta o risco de complicações graves, como cirrose e câncer de fígado. Enquanto a hepatite B pode ser prevenida por vacina e controlada com tratamento, a hepatite C tem cura quando identificada e tratada precocemente.

As formas de transmissão variam conforme o tipo da doença. A hepatite A está relacionada ao consumo de água ou alimentos contaminados e à falta de saneamento básico. Já as hepatites B e C podem ser transmitidas por contato com sangue contaminado, relações sexuais desprotegidas e compartilhamento de objetos perfurocortantes, como lâminas de barbear, alicates de unha, agulhas e materiais utilizados para tatuagens e piercings.