Já o segmento Eletro sentiu os efeitos do cenário macroeconômico mais restritivo, com redução na oferta de crédito. A receita bruta da divisão foi de R$ 253,7 milhões — queda de 2,8% — e o SSS (vendas em mesmas lojas) recuou 1,8%.
Mesmo diante desses desafios, o Grupo Mateus segue firme em sua estratégia de expansão e fortalecimento das operações. No trimestre, o lucro líquido alcançou R$ 318,6 milhões, aumento de 32,5% sobre o 1T24. A margem líquida subiu para 3,8%, resultado da adoção de medidas fiscais estratégicas, como a distribuição de R$ 135 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) e a compensação de prejuízos fiscais acumulados, que juntas geraram um efeito positivo de cerca de R$ 95 milhões.
A companhia também enfrentou um aumento nas despesas financeiras, que somaram R$ 250,6 milhões — avanço de 33,8% — puxado pela elevação da taxa básica de juros e pelo crescimento da dívida bruta. Mesmo assim, o Grupo demonstrou resiliência e eficiência fiscal, com alíquota efetiva de imposto de renda e contribuição social de 12,3%.
Na receita bruta consolidada, o grupo somou R$ 9,4 bilhões, um crescimento de 12,6% em relação ao 1T24, impulsionado pela inauguração de 17 novas lojas no período e pelo crescimento de 5,2% nas vendas em mesmas lojas. Ajustado pelo calendário, o SSS chega a 7,1%. No acumulado de 12 meses, a receita bruta consolidada cresceu 13,8%.
O Atacarejo seguiu como principal motor de crescimento, movimentando R$ 5,3 bilhões e respondendo por 55,7% da receita total da empresa. O segmento cresceu 12,1% frente ao ano anterior, impulsionado por 10 novas lojas e um SSS ajustado de 3,1%.
No varejo — que abrange supermercados, hipermercados e lojas de vizinhança — a receita foi de R$ 2,1 bilhões, crescimento de 3,6%. O desempenho foi beneficiado por sete novas inaugurações e por avanços em vendas de Hiper/Super e Caminhão. Ainda assim, o SSS apresentou crescimento tímido de 0,3% no trimestre, alcançando 2,9% com ajuste de calendário.
O resultado do 1T25 reforça a estratégia do Grupo Mateus em ampliar sua capilaridade, com foco no Atacarejo como eixo central de crescimento, e manter uma gestão fiscal eficiente, mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador.