Maranhão registra a menor taxa de desocupação do Nordeste no primeiro trimestre de 2026, aponta IMESC

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O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC) lançou nesta terça-feira (16) a nova edição do Boletim de Conjuntura Econômica Maranhense, publicação que reúne os principais indicadores econômicos do estado e apresenta uma análise atualizada do desempenho da economia maranhense.

Entre os destaques da publicação está o desempenho do mercado de trabalho. No primeiro trimestre de 2026, o Maranhão registrou taxa de desocupação de 6,9%, a menor entre os estados do Nordeste e 1,2 ponto percentual inferior à observada no mesmo período do ano passado. O resultado reflete o fortalecimento da atividade econômica e a ampliação das oportunidades de trabalho no estado.

A população ocupada alcançou 2,66 milhões de pessoas, crescimento de 3,4% na comparação interanual. Já a massa de rendimento real dos trabalhadores avançou 7,8%, atingindo R$ 5,80 bilhões.

O emprego formal manteve trajetória de crescimento e encerrou o primeiro trimestre com saldo positivo de 6.632 vagas com carteira assinada. Os setores de serviços (+6.659 vagas) e construção (+1.301 vagas) lideraram a geração de empregos, reforçando o ambiente favorável do mercado de trabalho maranhense.

Para o presidente do IMESC, Dionatan Carvalho, os indicadores demonstram a capacidade da economia maranhense de gerar oportunidades e manter um ciclo consistente de crescimento.

“Os dados apresentados neste Boletim de Conjuntura Econômica Maranhense mostram que o Maranhão segue em uma trajetória positiva, impulsionada pelo fortalecimento dos setores produtivos, pela ampliação dos investimentos públicos e pelos avanços registrados no mercado de trabalho. A menor taxa de desocupação do Nordeste evidencia esse cenário e reflete os resultados de uma economia mais dinâmica e capaz de gerar oportunidades para a população maranhense”, destacou.

O boletim também aponta perspectivas favoráveis para a atividade econômica estadual. A estimativa do IMESC é de que a economia maranhense cresça 3,6% em 2026, mantendo a trajetória de expansão observada nos últimos anos. A projeção acompanha o desempenho médio registrado entre 2022 e 2025, período em que o estado apresentou crescimento anual médio de 3,5%.

A expectativa é de avanço em todos os grandes setores produtivos. A agropecuária deverá crescer 4,1%; os serviços, principal segmento da economia estadual, têm projeção de expansão de 3,7%; e a indústria deverá registrar crescimento de 3,0%.

O cenário favorável também se reflete no volume de investimentos públicos. Entre janeiro e abril de 2026, os aportes realizados pelo Governo do Maranhão somaram R$ 1,79 bilhão, representando um crescimento de 59,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. As áreas de urbanismo e transporte concentraram a maior parte dos recursos, respondendo juntas por 75,2% do total investido, com participações de 40,9% e 34,3%, respectivamente.

No comércio exterior, as exportações maranhenses alcançaram US$ 1,2 bilhão no primeiro quadrimestre de 2026. Os Estados Unidos permaneceram como principal parceiro comercial do estado, com uma corrente de comércio de US$ 520,1 milhões. Na sequência, aparecem Canadá (US$ 368,3 milhões) e China (US$ 361,9 milhões).

As importações totalizaram US$ 1,3 bilhão no período. Entre os produtos que apresentaram maior crescimento destacam-se os adubos e fertilizantes, cuja elevação foi de US$ 44,1 milhões em comparação ao mesmo período de 2025. O resultado está associado, entre outros fatores, aos impactos das tensões geopolíticas no Oriente Médio sobre os mercados internacionais.

Em relação aos preços, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 1,09% em São Luís no mês de abril, desacelerando em relação a março, quando o índice havia alcançado 1,39%. Apesar da redução, o resultado permaneceu acima da média nacional, que foi de 0,67% no período.

Os grupos alimentação e bebidas, saúde e cuidados pessoais e habitação foram os principais responsáveis pela alta dos preços na capital maranhense.

O Boletim de Conjuntura Econômica Maranhense é elaborado pelo IMESC e reúne análises sobre atividade econômica, mercado de trabalho, comércio exterior, inflação, finanças públicas e investimentos.

O material pode ser acessado no site do IMESC: https://imesc.ma.gov.br/