Maranhão segue avançando e registra o quinto maior crescimento do país em renda, segundo dados do Radar IDHM 2024

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O Maranhão segue alcançando avanços significativos ao longo dos últimos anos. Dados do Radar IDHM 2024, divulgados esta semana, mostram que, entre 2012 e 2024, o Maranhão foi o quinto estado com o maior crescimento de renda no país. Esse indicador passou de 0,602 para 0,658 no último ano da série. Quanto mais próximo de 1,0, melhor é o índice, e o crescimento demonstra uma mudança importante nesse cenário.

O Radar IDHM 2024 é um estudo desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação à renda per capita, o levantamento mostrou que o indicador evoluiu de R$ 338,42, em 2012, para R$ 481,46, em 2024, representando o 16º maior crescimento nacional.

O estudo utiliza metodologia própria, baseada em séries históricas compatibilizadas com a renda ajustada a valores de 2010. Considerando outras metodologias empregadas no país, como a PNAD Contínua, os avanços são ainda mais expressivos. Segundo o levantamento, os investimentos públicos realizados no estado têm contribuído para a melhora desses indicadores ao longo dos últimos anos.

“Pelos dados mais recentes da PNAD Contínua, o rendimento domiciliar per capita da população maranhense em 2024 foi de R$ 1.132,00, em valores reais de 2025. Nesse quesito, o Maranhão foi o estado com o quinto maior crescimento do rendimento real domiciliar per capita do país”, ressaltou Dionatan Carvalho, presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc).

Avanço da renda entre a população negra

O levantamento mostra que, mesmo diante de problemas estruturais, já é possível perceber avanços, como no recorte da renda por cor/raça da população negra maranhense. Apesar de o estado ainda ocupar a última posição nesse indicador, houve evolução significativa. Entre 2012 e 2024, o índice passou de 0,588 para 0,646, correspondendo a um aumento de 9,9 pontos, a terceira maior variação entre as unidades federativas do país.

Políticas públicas, como reservas de vagas para negros e quilombolas em cursos de graduação, programas de qualificação profissional e concursos públicos, além da capacitação de pessoas negras, quilombolas e de matriz africana em cursos voltados ao desenvolvimento do turismo no estado, contribuíram para a melhora desse indicador.

As ações fazem parte do compromisso da gestão estadual com a redução das desigualdades e da discriminação racial em áreas como mercado de trabalho, educação e segurança pública.

Plano Mais IDH e Minha Renda

Em paralelo, iniciativas como o Plano Mais IDH, voltado aos municípios com menores índices de desenvolvimento humano, promoveram ações estruturantes nas áreas de educação, saúde, saneamento básico, segurança alimentar, geração de renda e habitação.

“Na área social, a gestão estadual está fortalecendo políticas voltadas à redução da vulnerabilidade social e à ampliação da autonomia financeira das famílias. O programa Maranhão Livre da Fome, somente no ano de 2025, alcançou mais de 74.871 famílias, o equivalente a cerca de 341.241 pessoas, com um volume de R$ 141,7 milhões transferidos diretamente para a população em situação de maior vulnerabilidade nos 217 municípios”, destacou o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Lívio Corrêa.

A realização conjunta dessas ações fortaleceu o sistema de segurança alimentar no estado, com a implantação de Bancos de Alimentos e Restaurantes Populares em diversas regiões, reforçando o compromisso com a melhoria da renda da população.

“Além disso, o Governo do Maranhão também tem investido em programas voltados à geração de renda e qualificação profissional, como os programas Mais Renda e Minha Renda, que oferecem capacitação, acompanhamento técnico e doação de kits e equipamentos para trabalhadores do comércio formal. É um conjunto de investimentos que proporciona transformação social”, destacou o presidente do Imesc.