
PEC do fim da escala 6 por 1 avança com apoio do deputado Hildo Rocha
O deputado federal Hildo Rocha defendeu, em pronunciamento na Câmara, a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6 por 1 e a adoção de um modelo mais equilibrado para os trabalhadores brasileiros. Segundo o parlamentar, a medida não trará impactos negativos à economia e contribuirá diretamente para a melhoria da qualidade de vida da população, principalmente dos trabalhadores.
Durante a fala, Hildo Rocha destacou o trabalho do autor da proposta, o deputado Reginaldo Lopes, e do relator Paulo Azi. “Estamos apreciando e vamos votar a admissibilidade da PEC 221 de 2019, de autoria do nosso querido amigo e competentíssimo deputado mineiro Reginaldo Lopes”, afirmou. Ele também elogiou o parecer apresentado: “Uma relatoria muito bem-feita, que mostra todas as nuances e também as audiências públicas realizadas pela comissão”.
Ao defender o mérito da proposta, o parlamentar foi enfático ao rebater críticas sobre possíveis impactos econômicos. “Ela, sem dúvida nenhuma, não vai aumentar preço de serviço nem preço dos produtos”, declarou. Segundo ele, a mudança apenas ampliaria uma realidade já presente no mercado de trabalho: “Hoje, 66% dos trabalhadores formalizados já trabalham na escala 5 por 2. Já temos mais de 30 milhões de brasileiros nessa condição”.
Hildo Rocha também recorreu à própria experiência para sustentar o argumento. “Eu tive a oportunidade de trabalhar na escala 6 por 1 e posso dizer: é exaustiva mentalmente e fisicamente”, relatou. “A gente perde o convívio com a família, com os amigos e com a sociedade de uma forma em geral”.
O parlamentar ainda destacou a atuação do presidente da Câmara, Hugo Motta, na condução do tema. “Reconheço a obstinação do presidente Hugo Motta em votar esta matéria. Tenho certeza de que ele vai constituir rapidamente a comissão especial que analisará o mérito”, disse.
Além do fim da escala 6 por 1, Hildo Rocha defendeu a redução progressiva da jornada semanal. “É correto e justo estabelecer uma escala 5 por 2 de imediato e também diminuir a carga horária de 40 para 36 horas. Isso pode ser feito sem abalo nenhum na economia”, argumentou.
Para reforçar sua posição, o deputado fez um paralelo histórico. “Antigamente se dizia que reduzir a jornada iria quebrar as empresas. Não quebrou nenhuma”, afirmou.
Por fim, Hildo Rocha utilizou sua experiência como empresário para defender melhores condições de trabalho. “Quando o empregador oferece melhores condições, com salário, benefícios e menor carga de trabalho, o trabalhador produz mais e com mais entusiasmo”, disse. E concluiu: “Essa imposição de trabalhar mais, às vezes, é prejudicial a própria empresa, seja do setor de serviços ou do comércio. Por isso, defendo o fim da escala 6 por 1, sem diminuição da remuneração”.



