
Piauí – Deputados e lideranças cobram rapidez em transposição do São Francisco para o estado
O deputado Franzé Silva (PT), proponente do debate, lembrou que o Eixo Oeste, que levaria água ao Piauí, fazia parte do projeto original, mas acabou excluído. “O primeiro passo está sendo dado hoje aqui. O Piauí clama por justiça, por seu direito. Essa transposição tem que acontecer”, afirmou.
O secretário de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Serra Seca Vieira, destacou que o projeto depende de um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Social (EVTEA), iniciado em junho e com conclusão prevista para novembro de 2026. O estudo, orçado em R$ 8,5 milhões, é pré-requisito para a execução da obra, estimada em R$ 45 milhões. O diretor do Departamento de Projetos Estratégicos do Ministério, Bruno Cravo, afirmou que o cronograma está sendo antecipado para agilizar a entrega.
Base e da oposição cobra, prioridade
Gustavo Neiva (PP) lamentou a ausência de representantes do governo do estado e lembrou que a oposição chegou a propor destinação de recursos estaduais para a obra. Francisco Limma (PT) e Hélio Isaías (PT) criticaram a falta de aproveitamento das barragens já existentes e destacaram que, apesar dos avanços em várias áreas, “o povo ainda padece de falta de água”.
Prefeitos relataram a situação crítica de comunidades que dependem exclusivamente de carros-pipa. O prefeito de Marcolândia, Corinto Matos, afirmou que há localidades sem “um metro de água” e que sua cidade ainda atende famílias do lado pernambucano. Já vereadores como Vitor Paixão, de São Raimundo Nonato, denunciaram a baixa qualidade da água distribuída pelo Exército.
Ao final, Franzé Silva propôs uma mobilização conjunta entre Alepi, APPM e Ministério, com audiências nos municípios beneficiados, para acelerar os estudos e garantir participação popular.



