Por que os Correios estão “quebrados”?

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Mais do que uma empresa de logística, os Correios sempre foram considerados um elo de integração nacional, levando cartas, remédios e documentos para as regiões mais remotas do país.

Só que esse símbolo de conectividade está vivendo a pior crise da sua história, chegando ao ponto de precisar de um empréstimo de R$ 20 bilhões para equilibrar as contas.

A estatal acumula 12 trimestres seguidos de prejuízo e registrou um déficit de R$ 4,36 bilhões apenas no primeiro semestre de 2025.

Qual a razão para tanto prejuízo?

Mas vamos focar mais no lado dos negócios. O rombo pode ser considerado resultado de uma combinação de fatores, dentre os principais:

  1. Despesas com pessoal, que aumentaram cerca de 30% (quase R$ 4 bilhões) em apenas 2 anos;
  2. Taxação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A chamada “taxa das blusinhas” reduziu drasticamente o volume de entregas de produtos importados. Com isso, o caixa despencou de R$ 3,2 bilhões em 2023 para apenas R$ 249 milhões em 2024.
  3. A digitalização, que transformou os Correios em coadjuvantes do próprio negócio. Hoje, as cartas e documentos impressos representam só 14% do faturamento da estatal

Mas o principal golpe veio da concorrência no e-commerce. Com a entrada de gigantes como Mercado Livre, Loggi e Amazon, empresas privadas entraram — e dominaram — o mercado encomendas e serviços de logística.

No fim das contas, o resumo é bastante simples: os Correios passaram a gastar muito mais e a receber muito menos. Só podia dar zebra.

Fonte: The News