
Na madrugada de domingo, a Polícia Militar do Estado de São Paulo desocupou a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) após cerca de 60 horas de ocupação estudantil — usando bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes.
Segundo relatos e vídeos divulgados pelos alunos, policiais formaram um “corredor polonês” na saída do prédio. Estudantes afirmam que ao menos cinco pessoas ficaram feridas durante a ação, que durou cerca de 15 minutos.
A relevância: Com quase 100 mil alunos e responsável por 20% da produção acadêmica nacional, a USP é um dos principais motores de pesquisa e inovação do Brasil.
Afinal, o que está acontecendo?
A ocupação começou na última quinta-feira em meio à greve das universidades estaduais paulistas. O foco inicial era apoiar servidores que protestavam contra reajustes salariais considerados insuficientes, mas o movimento evoluiu para pautas ligadas à permanência estudantil.
- Impasse financeiro: A principal demanda é o reajuste do auxílio (PAPFE) para R$ 1.804 (salário mínimo paulista). A reitoria ofereceu R$ 912, proposta rejeitada pelos grevistas.
- Gestão e estrutura: Alunos denunciam a precariedade do Hospital Universitário, falta de funcionários no “bandejão” e problemas estruturais nas moradias.
A reitoria encerrou unilateralmente as negociações antes da invasão, alegando “escalada de violência”. Para os alunos, a desocupação forçada sem diálogo prévio sinaliza uma ruptura institucional grave na gestão da universidade.
Fonte: The News



