
Iniciativa do TJMA por meio da Coordenadoria de Sustentabilidade e Responsabilidade Social foi realizada no último sábado (26/9), em São Luís
A Praia do Calhau, em São Luís, recebeu na manhã do último sábado (26/9), uma edição do programa “Mãos que Limpam”, iniciativa do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) por meio da Coordenadoria de Sustentabilidade e Responsabilidade Social. A ação integrou a programação da Semana do Destralhe 2026, em alusão ao Dia Mundial da Limpeza, celebrado em 20 de setembro.
A mobilização teve início às 7h, reunindo magistrados(as), servidores(as), colaboradores(as), parceiros(as) e membros da comunidade em geral. A proposta foi unir esforços para o cuidado com os espaços públicos, promovendo a coleta de resíduos e estimulando a reflexão sobre a destinação correta do lixo e a preservação ambiental.
- Os participantes foram organizados em grupos de voluntários e percorreram a faixa de areia recolhendo diferentes tipos de resíduos descartados irregularmente. Entre os materiais encontrados estavam fragmentos plásticos, sacolas, garrafas PET, canudos, copos e pratos descartáveis, tampas de garrafa, bitucas de cigarro, fragmentos de isopor, garrafas e cacos de vidro, além de latas de alumínio e pedaços de borracha. A atividade contribuiu para a limpeza da orla e para a conscientização dos frequentadores sobre a responsabilidade compartilhada na preservação dos ecossistemas costeiros.

Durante a ação, o presidente da Coordenadoria de Sustentabilidade e Responsabilidade Social do TJMA, desembargador Cleones Seabra Carvalho Cunha, destacou a importância de iniciativas que unem educação ambiental e participação cidadã.
Pode parecer para algumas pessoas insignificante e uma ação passageira, mas o que se quer demonstrar, antes de tudo, é a necessidade de que todos nós nos juntemos na preservação da nossa casa comum. Todos nós somos responsáveis. Temos adultos e crianças aqui hoje, começando a educar nossas crianças para que, juntos, possamos evitar o lixo descartado incorretamente. O planeta precisa ser salvo e só se salva o planeta respeitando a natureza”, afirmou.
Representando o presidente do TJMA, desembargador Ricardo Duailibe, a juíza auxiliar da Presidência, Teresa Mendes, ressaltou que o cuidado com o meio ambiente começa por atitudes individuais capazes de gerar transformações coletivas. Segundo a magistrada, a ação demonstrou que cada gesto em favor da sustentabilidade contribui para fortalecer uma cultura de responsabilidade e compromisso com as futuras gerações.
ENGAJAMENTO QUE INSPIRA
A 1ª vice-presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA), juíza Suely Feitosa, enfatizou a parceria da associação com o TJMA, o valor educativo da iniciativa e a necessidade de manter a união de esforços em defesa do meio ambiente. “Ações como essa reforçam a conscientização e a preservação das nossas praias, além de fortalecer o compromisso que deixamos para as gerações futuras”, observou.
Entre os parceiros da mobilização, a analista de ESG da Montisol, Mônica Sousa, destacou a participação da comunidade e das famílias como um dos aspectos mais significativos da ação. Para ela, a presença de pais e filhos trabalhando juntos demonstra que a conscientização ambiental deve começar desde cedo e ser compartilhada por toda a sociedade.

A iniciativa também contou com a participação da escritora e integrante do Greenpeace, Dehlia Marsan, autora do livro infantil A Praia em Agonia. Segundo a escritora, ações de limpeza realizadas em espaços públicos ajudam a despertar a reflexão das pessoas sobre os impactos do descarte inadequado de resíduos e reforçam a importância da educação ambiental, especialmente entre crianças e jovens.
O programa Mãos que Limpam busca transformar a conscientização ambiental em atitudes concretas, incentivando a preservação dos espaços coletivos e fortalecendo o senso de pertencimento da população. A iniciativa evidencia que a soma de pequenos gestos pode gerar impactos positivos para o meio ambiente, contribuindo para uma melhor qualidade de vida e para a construção de uma sociedade mais sustentável.



