Projeto-piloto do TJMA leva Justiça Restaurativa ao ambiente escolar

0
12

O Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa do Tribunal de Justiça do Maranhão (Nejur/TJMA), em parceria com o Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão – IEMA Rio Anil, realizou uma ação institucional voltada para a promoção da cultura de paz e para o fortalecimento da justiça restaurativa no ambiente escolar. A iniciativa, que integra o projeto-piloto “IEMA Restaurativo: educando para a paz”, reuniu gestores, professores, estudantes e representantes do Judiciário em uma tarde de diálogo e reflexão sobre novas formas de lidar com conflitos e relações interpessoais.

O encontro foi aberto com a composição da mesa e falas institucionais. A juíza Larissa Rodrigues Tupinambá Castro (no destaque da imagem abaixo), coordenadora do Nejur/TJMA, destacou que a parceria concretiza a aplicação da metodologia restaurativa na educação, como forma de prevenção e tratamento de conflitos.

A Palestrante: No centro da imagem, uma mulher loira usando óculos de armação preta está de pé e fala ao microfone. Ela veste um vestido preto com mangas longas transparentes e pequenos bordados florais brancos. Suas unhas estão pintadas de vermelho.

O objetivo é ir além da punição e da repressão, promovendo a escuta qualificada e o diálogo para que soluções sejam construídas coletivamente e aceitas de forma voluntária, fortalecendo a cultura de paz e reduzindo os conflitos”, pontuou.

A gestora geral do IEMA Rio Anil, professora Anna Célia Mendes, agradeceu ao TJMA pela escolha da escola como projeto-piloto e enfatizou que a justiça restaurativa representa um novo olhar para a resolução de conflitos, substituindo práticas punitivas por processos de restauração de relações. Para a gestora, o ganho é significativo, pois a escola forma cidadãos e precisa de alternativas que não afastem os estudantes do ambiente escolar, mas que os ajudem a compreender e superar os desafios coletivamente.

Ela veste uma camiseta branca que traz o logotipo azul do IEMA e, logo abaixo, letras estilizadas em amarelo e azul onde se lê "MEU PRO..." (provavelmente "Meu Projeto de Vida" ou "Meu Protagonismo").

CÍRCULOS DE CONSTRUÇÃO DA PAZ

Na segunda parte da programação, os participantes foram conduzidos aos círculos de construção de paz, onde puderam refletir sobre valores essenciais para contribuir com a justiça restaurativa e a convivência escolar em um espaço que reúne cerca de mil estudantes e envolve, em média, dois mil pais e responsáveis. Ética, honestidade, diálogo, respeito, compromisso, empatia, justiça, responsabilidade, tolerância e valorização das diferenças foram apontados como princípios fundamentais.

Também foi ressaltada a necessidade de maior participação dos pais e responsáveis e da comunidade, para fortalecer as relações e apoiar a escola nesse processo. Os facilitadores do Nejur trabalharam ainda o texto reflexivo “De quem é a bola?”, que instiga a pensar sobre a responsabilidade compartilhada diante dos problemas sociais e educacionais, convidando todos a assumirem seu papel na construção de soluções.

O fundo é composto por uma parede rústica de pedras aparentes, sugerindo uma construção antiga ou histórica.

O professor Marcos Sá (imagem acima), coordenador de estágio do IEMA Rio Anil, avaliou o momento como de acolhimento e pertencimento, capaz de abrir caminhos para um futuro esperançoso dentro da escola. Para ele, a escuta e o diálogo são fundamentais para lidar com as consequências dos conflitos e construir práticas restaurativas com alunos e colaboradores.

A imagem mostra uma jovem sorridente em destaque, parecendo falar ou se expressar de forma entusiasmada.

A estudante Aimeê Belfort (imagem acima), do 2º ano, destacou a troca de experiências proporcionada pelo círculo e afirmou acreditar que o projeto será essencial para ajudar na resolução de conflitos, podendo inclusive se expandir para outras escolas.

O encerramento reuniu todos os participantes em um momento coletivo de avaliação e sondagem, seguido de um café da tarde que simbolizou a integração e a convivência pacífica.