Unidade interligada de registro de nascimento é reativada em Itapecuru-Mirim

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O município de Itapecuru-Mirim, a 116 km de São Luís, deu um passo importante na luta contra o sub-registro, na manhã desta terça-feira (8/7), com a reativação da Unidade Interligada de Registro Civil de Nascimento, nas dependências do Hospital Regional Adélia Matos Fonseca. A ação foi realizada por meio de parceria entre a Corregedoria Geral do Foro Extrajudicial (COGEX), a Serventia Extrajudicial do 2º Ofício da cidade e a Prefeitura Municipal.

O evento de reativação contou com a presença de autoridades do sistema de justiça maranhense, como a juíza auxiliar da COGEX e supervisora do Núcleo de Registro Civil e Acesso à Documentação Básica da Corregedoria, Laysa Mendes, representando o corregedor-geral do Foro Extrajudicial do Maranhão, desembargador José Jorge Figueiredo dos Anjos; a juíza de entrância final e integrante do Núcleo de Registro Civil da COGEX, Jaqueline Caracas; o delegatário interino da Serventia Extrajudicial do 2º Ofício, Sanderson Martins Ferreira; o secretário municipal de Governo, Júnior Maranhão, representando o prefeito Luis Fillipe Torres Filgueira; e secretários do município, reforçando o compromisso conjunto com a cidadania e o acesso à documentação básica.

Foto horizontal da Reativação de unidade interligada de registro civil em Itapecuru-Mirim. A imagem retrata um evento em um ambiente interno, com um grupo de pessoas participando. No centro da foto, uma mulher com cabelos castanhos claros, vestindo um conjunto de blazer e calça marrom-avermelhado, está de pé e falando ao microfone, com as mãos gesticulando. Ela é o foco principal da imagem. À esquerda dela, também de pé, estão um homem de terno escuro e duas mulheres, uma de blazer bege e calça clara e outra de blusa listrada preta e branca. No lado direito da imagem, há um grupo de pessoas sentadas em cadeiras brancas, prestando atenção à oradora. Entre elas, um homem de camisa polo verde, uma mulher de blusa branca e calça jeans, uma mulher de blusa marrom-avermelhada e um homem de blazer escuro, e uma mulher de blusa vermelha. Em primeiro plano, há pessoas sentadas em bancos de metal, algumas delas usando celulares, indicando uma plateia. Ao fundo, na parede, há um grande banner azul e imagens de crianças e adultos. Acima do banner, há aparelhos de ar condicionado. No canto superior esquerdo, há um painel digital na parede.

A juíza Laysa Mendes (falando ao microfone, na foto acima) destacou a importância da parceria com a Prefeitura de Itapecuru-Mirim no Projeto Município Sub-Zero, que busca alcançar pessoas que ainda não possuem registro civil de nascimento e, por isso, permanecem “invisíveis” aos olhos do Estado brasileiro. A magistrada conclamou cada cidadão e cidadã do município a unir esforços e se tornar um/a multiplicador/a da Unidade Interligada e do Projeto Município Sub-Zero, para que todas as pessoas que ainda vivem sem registro possam ser identificadas, reconhecidas e, finalmente, tenham seus direitos fundamentais plenamente garantidos.

Por sua vez, a juíza Jaqueline Caracas ressaltou a importância de seguir avançando no enfrentamento ao sub-registro civil no Maranhão. “O registro de nascimento é um direito fundamental de toda pessoa e a porta de entrada para o exercício pleno da cidadania”, afirmou.

De acordo com o delegatário interino Sanderson Martins, “o mais importante na atuação da Unidade Interligada é que ela permite ao cidadão ou cidadã sair da maternidade já com a certidão de nascimento em mãos, garantindo dignidade e acesso imediato aos seus direitos”.

A diretora-geral do Hospital Regional Adélia Matos Fonseca, Ana Karoline Furtado Dutra, ressaltou que “a reativação da Unidade Interligada é um marco para nós e para os nossos usuários, que agora têm garantido o seu direito ao registro civil ainda na maternidade”. O secretário de Governo, Júnior Maranhão, destacou que “todos os esforços necessários para erradicar o sub-registro no município serão empenhados pela Prefeitura de Itapecuru-Mirim, em parceria com as instituições responsáveis por garantir esse direito fundamental.”

Foto horizontal da Reativação de unidade interligada de registro civil em Itapecuru-Mirim. A imagem mostra três pessoas em primeiro plano em um corredor claro de maternidade. No centro da foto, uma mulher de meia-idade ou idosa, com cabelos grisalhos e usando uma máscara facial azul, está segurando um bebê recém-nascido enrolado em uma manta rosa e branca. Ela está vestindo uma blusa marrom e calças estampadas. Ao lado dela, à direita, um homem jovem com bigode e cavanhaque, vestindo uma camiseta regata preta, está sorrindo e segurando uma certidão de nascimento. Ambos estão olhando para a câmera e parecem felizes. Ao fundo, o corredor se estende e é possível ver outras pessoas, indicando que o local está movimentado. Há portas e janelas ao longo do corredor.

Rômulo Monteiro (foto acima), pai da recém-nascida Olivia Vieira Franco, de apenas três dias, agradeceu pelo registro de sua filha. “Quero agradecer a todos pelo rápido e eficiente atendimento da Unidade Interligada de Registro Civil de Nascimento do Hospital Regional Adélia Matos Fonseca. Agora sei que todos os direitos sociais de minha filha estão preservados”, elogiou.

Com a retomada do funcionamento da unidade dentro da maternidade pública, a Unidade Interligada de Registro Civil de Nascimento passa a exercer um papel estratégico na garantia do direito ao registro civil desde o nascimento, especialmente para populações vulneráveis e residentes em áreas rurais ou de difícil acesso. A certidão de nascimento emitida ainda na maternidade evita que famílias precisem se deslocar até cartórios e assegura que crianças comecem a vida com reconhecimento formal, dignidade e acesso garantido a serviços essenciais.